{"id":9446,"date":"2026-06-23T12:47:29","date_gmt":"2026-06-23T12:47:29","guid":{"rendered":"https:\/\/stpt.pt\/?p=9446"},"modified":"2026-06-23T12:47:29","modified_gmt":"2026-06-23T12:47:29","slug":"rejeicao-pacote-laboral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/stpt.pt\/en\/rejeicao-pacote-laboral\/","title":{"rendered":"REJEI\u00c7\u00c3O PACOTE LABORAL"},"content":{"rendered":"<p class=\"wp-block-paragraph\">A tentativa do Governo de alterar a legisla\u00e7\u00e3o laboral contra a vontade expressa dos trabalhadores e dos seus sindicatos representa um grave desrespeito pelos princ\u00edpios da democracia participativa, do di\u00e1logo social e da negocia\u00e7\u00e3o!<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando um Governo procura avan\u00e7ar com mudan\u00e7as que afetam diretamente os sal\u00e1rios, os hor\u00e1rios, a estabilidade no emprego e os direitos coletivos sem o apoio daqueles que ser\u00e3o mais afetados por essas decis\u00f5es, est\u00e1 a colocar os <strong>interesses econ\u00f3micos de uma minoria <\/strong>acima dos direitos da maioria que vive do seu trabalho.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os argumentos da competitividade e da moderniza\u00e7\u00e3o foram frequentemente utilizados para justificar a redu\u00e7\u00e3o de direitos laborais. No entanto, a realidade demonstra que os trabalhadores portugueses j\u00e1 enfrentam <strong>baixos sal\u00e1rios, precariedade, dificuldades de acesso \u00e0 habita\u00e7\u00e3o e um aumento constante do custo de vida. Perante este cen\u00e1rio, retirar direitos ou enfraquecer mecanismos de prote\u00e7\u00e3o laboral como pretende o Governo n\u00e3o resolve os problemas estruturais da economia portuguesa; apenas agrava as desigualdades existentes.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Governo argumenta tamb\u00e9m <strong>falsamente<\/strong> que as medidas propostas s\u00e3o necess\u00e1rias para aumentar a produtividade?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A realidade \u00e9 que pa\u00edses com elevados n\u00edveis de prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores continuam a apresentar elevados \u00edndices de produtividade, inova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento econ\u00f3mico.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 particularmente significativo que estas altera\u00e7\u00f5es <strong>n\u00e3o tenham conseguido reunir consenso parlamentar <\/strong>nem apoio sindical. Tal facto demonstra que <strong>n\u00e3o existe legitimidade pol\u00edtica nem social<\/strong> para avan\u00e7ar com uma reforma desta natureza. Numa democracia, a legisla\u00e7\u00e3o laboral deve resultar do debate, da negocia\u00e7\u00e3o e da procura de solu\u00e7\u00f5es equilibradas, e n\u00e3o da <strong>imposi\u00e7\u00e3o<\/strong> de medidas rejeitadas pelos representantes dos trabalhadores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A hist\u00f3ria do movimento laboral em Portugal mostra que os direitos hoje considerados fundamentais \u2013 limites ao hor\u00e1rio de trabalho, contrata\u00e7\u00e3o coletiva, prote\u00e7\u00e3o no desemprego e seguran\u00e7a no emprego \u2013 foram conquistados atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o social dos trabalhadores e n\u00e3o oferecidos por iniciativa dos governos ou dos grupos econ\u00f3micos. Por isso, qualquer tentativa de enfraquecer esses direitos <strong>encontrar\u00e1 inevitavelmente resist\u00eancia.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Defender os direitos laborais n\u00e3o \u00e9 defender privil\u00e9gios. \u00c9 defender a dignidade do trabalho, a justi\u00e7a social e uma economia que coloque as pessoas acima dos interesses financeiros. <strong>Um pa\u00eds n\u00e3o se torna mais moderno por reduzir direitos; <\/strong>torna-se mais moderno quando <strong>distribui melhor a riqueza que produz<\/strong>, valoriza os trabalhadores e refor\u00e7a a democracia nas empresas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Nenhum governo tem mandato para desvalorizar o trabalho em nome de uma suposta competitividade.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Num Estado de Direito democr\u00e1tico, reformas com impacto t\u00e3o significativo exigem debate p\u00fablico, escrut\u00ednio parlamentar e participa\u00e7\u00e3o ativa dos parceiros sociais. Quando estes elementos est\u00e3o ausentes, a legitimidade pol\u00edtica e social das mudan\u00e7as fica inevitavelmente enfraquecida.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por estas raz\u00f5es, a altera\u00e7\u00e3o da lei laboral sem aprova\u00e7\u00e3o parlamentar e sem o apoio dos trabalhadores e dos sindicatos merece uma an\u00e1lise cr\u00edtica e uma oposi\u00e7\u00e3o fundamentada, em defesa do di\u00e1logo social, da negocia\u00e7\u00e3o, da democracia participativa e dos direitos laborais.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Significa isto que n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1ria a altera\u00e7\u00e3o \u00e0 lei?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Claro que o STPT considera que no actual contexto de evolu\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica, se torna <strong>essencial e urgente <\/strong>produzir leis que criem equil\u00edbrio entre os direitos e prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores com a melhoria da produtividade e sustentabilidade econ\u00f3mica das empresas. STPT, 22 de Junho de 2026<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A tentativa do Governo de alterar a legisla\u00e7\u00e3o laboral contra a vontade expressa dos trabalhadores e dos seus sindicatos representa um grave desrespeito pelos princ\u00edpios da democracia participativa, do di\u00e1logo social e da negocia\u00e7\u00e3o! 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